Coreia do Sul quer controlar criptomoedas: Banco Central cria comitê para ativos digitais

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Enquanto muitos bancos centrais ainda estão tentando entender se criptomoeda é ameaça ou oportunidade, a Coreia do Sul resolveu parar de pensar e começar a agir. O Banco da Coreia (BOK) acaba de lançar um comitê dedicado para monitorar o mercado de ativos virtuais e reformulou toda sua estrutura voltada para moedas digitais.

Sim, estamos falando de uma guinada institucional real, com foco prático, nome novo e responsabilidade direta sobre stablecoins, CBDCs e tudo mais que mexe com o ecossistema cripto.

Comitê de ativos virtuais: olho na blockchain

A nova estrutura, chamada de “Virtual Asset Team”, vai fazer mais do que apenas assistir o mercado de longe. Segundo o próprio Banco da Coreia, essa equipe será responsável por acompanhar discussões sobre stablecoins, interagir com o governo durante o processo legislativo e ainda responder a mudanças regulatórias.

Ou seja: não é só um grupo de estudos. É um departamento estratégico.

O motivo? Simples: stablecoins ligadas ao won estão no forno, com bancos coreanos pressionando para lançar suas próprias versões entre 2025 e 2026. Isso fez o BOK correr pra se posicionar antes de perder o controle narrativo.

CBDC: do laboratório para o campo de batalha

A equipe de pesquisa sobre moedas digitais do BOK também mudou de roupa e de nome. A antiga “Digital Currency Research Team” virou simplesmente “Digital Currency Team”, reforçando que agora é mais do que pesquisa teórica. É business.

Outros dois times também foram reformulados:

  • O Digital Currency Technology Team cuidará da parte técnica, testes e validação;
  • O Digital Currency Infrastructure Team vai desenvolver uma plataforma de vouchers digitais com base em tokens de depósito um passo importante para um ecossistema funcional de CBDC no varejo.

Mesmo com o adiamento do teste oficial do CBDC (que estava previsto até junho), o banco central já avisou: a pauta volta à mesa assim que as questões legais forem resolvidas. Ou seja, não desistiram. Só estão recalibrando.

Bancos coreanos preferem stablecoins a CBDC

Um ponto interessante aqui: apesar de todo o esforço do Banco da Coreia, os grandes bancos do país já deixaram claro que preferem stablecoins a uma CBDC centralizada. Em junho, oito bancos anunciaram que planejam lançar stablecoins lastreadas no won nos próximos dois anos.

E o próprio BOK não parece contrário à ideia. O vice-governador Ryoo Sangdai afirmou que os bancos podem e devem ser os emissores principais das stablecoins nesse primeiro momento, antes de permitir que outros setores entrem na jogada.

Presidente pró-cripto e ambiente favorável

Vale lembrar que a Coreia do Sul acabou de eleger Lee Jae Myung, um presidente com discurso pró-cripto. Ele defende ETFs, stablecoins e políticas mais favoráveis à inovação digital. Com um governo que não só aceita, mas incentiva o setor, o Banco Central precisa correr para acompanhar.

E o que isso significa pro cenário global?

A Coreia do Sul está mandando um recado claro: não vai ficar na arquibancada vendo os outros jogarem. Ela quer estar entre os protagonistas da próxima fase do dinheiro digital. Enquanto o Ocidente ainda debate se o Pix compete com cripto, os sul-coreanos já estão montando a base para um sistema financeiro híbrido, com stablecoins privadas, moedas digitais estatais e uma regulação pragmática.

E você, acha que os bancos centrais do Ocidente vão conseguir acompanhar esse ritmo? Ou vamos assistir de longe enquanto a Ásia dita o futuro do dinheiro?

Equipe Cripto Geek

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