A Strategy, empresa liderada por Michael Saylor, fortaleceu sua estratégia financeira ao aumentar sua reserva em dólares para US$ 1,4 bilhão e adicionar mais 520 BTC ao seu balanço.
A nova aquisição foi realizada entre os dias 15 e 22 de junho, totalizando um investimento de aproximadamente US$ 34,9 milhões. O preço médio pago foi de US$ 67.068 por Bitcoin. Com isso, a companhia passou a deter 847.363 BTC, consolidando ainda mais sua posição como a maior detentora corporativa de Bitcoin do mundo.
Somando todas as compras realizadas até agora, a empresa já investiu cerca de US$ 64,1 bilhões na criptomoeda, com um custo médio de aquisição de US$ 75.651 por unidade.
Além de expandir suas reservas em Bitcoin, a Strategy também aumentou sua liquidez em dólares. Segundo informações divulgadas pela empresa, a reserva de caixa atingiu US$ 1,4 bilhão após a adição de aproximadamente US$ 300 milhões, valor que inclui recursos provenientes de operações de venda de ações ainda em processo de liquidação.
Venda de ações financia novas compras
Os recursos utilizados para a recente compra de BTC e para o reforço do caixa vieram da venda de ações ordinárias da companhia (MSTR) por meio de seu programa ATM (At-The-Market). Durante o período analisado, a empresa captou cerca de US$ 335,5 milhões.
Desse total, US$ 34,9 milhões foram direcionados para a aquisição dos 520 Bitcoins, enquanto aproximadamente US$ 300 milhões foram destinados à reserva em dólares, criada para apoiar pagamentos de dividendos e compromissos financeiros da empresa.
A companhia destacou que pretende continuar fortalecendo essa reserva ao longo do tempo, de acordo com as condições de mercado, buscando manter a qualidade de crédito de seus instrumentos financeiros vinculados ao Bitcoin.
Mercado acompanha de perto os movimentos da Strategy
As decisões de financiamento da Strategy são observadas atentamente pelo mercado, já que a empresa se tornou uma das maiores compradoras institucionais de Bitcoin e um dos principais exemplos de gestão baseada em tesouraria em BTC.
Nos últimos dias, investidores também monitoraram o desempenho do STRC, papel preferencial perpétuo da companhia, projetado para negociar próximo de US$ 100. No entanto, o ativo chegou a ser negociado abaixo de US$ 90, levantando questionamentos sobre sua dinâmica de mercado.
As ações MSTR encerraram o pregão de quinta-feira com queda de 3,46%, cotadas a US$ 112,53. Já o STRC recuou 0,46%, fechando em US$ 88,59, embora tenha mostrado recuperação no pré-mercado da segunda-feira, voltando para a região dos US$ 90.
Mecanismo de ajuste pode favorecer recuperação do STRC
Segundo o empresário e defensor do Bitcoin Samson Mow, o STRC possui uma espécie de mecanismo de autorregulação. Quando o ativo passa a negociar abaixo da referência de US$ 100, a Strategy reduz a emissão de novas ações por meio de seu programa ATM, limitando o aumento da oferta no mercado.
Mow argumenta que preços mais baixos elevam o retorno potencial para novos compradores, tornando o ativo mais atrativo e estimulando a demanda. Esse equilíbrio entre oferta reduzida e maior interesse dos investidores poderia contribuir para que a cotação volte gradualmente para a faixa dos US$ 100, sem necessidade de intervenção direta da empresa.
Enquanto isso, a Strategy segue executando sua estratégia de longo prazo: acumular Bitcoin, fortalecer sua posição de caixa e ampliar sua influência no mercado de ativos digitais.

