Ethereum está naquele momento clássico de “vai ou racha”. O preço do ETH já chegou bem perto dos US$ 4.000 três vezes desde fevereiro de 2024 e falhou em todas. Mas agora, com o mercado esfregando os olhos pra conferir se é real, tudo indica que, sim, desta vez pode ser diferente.
O ETH está cotado a US$ 3.794 e subindo. O que está empurrando esse foguete? A resposta é uma mistura explosiva de demanda institucional, staking crescente, ETFs famintos por ETH e uma atividade de rede que não víamos desde os bons tempos.
ETF + Tesourarias: a combinação que o mercado queria
Se tem uma sigla que faz o mercado cripto sorrir, é ETF. E o ETH está recebendo mais carinho institucional do que o Bitcoin. Só em julho, os ETFs baseados nos Estados Unidos já atraíram mais de US$ 9,33 bilhões. Em um único dia (16 de julho), o fluxo de entrada bateu US$ 727 milhões um novo recorde.
E não para por aí: a BlackRock, que dispensa apresentações, está liderando a farra com mais de US$ 10 bilhões em ETH só no seu ETF. Isso mostra que o Ethereum está cada vez mais deixando de ser um ativo “de nicho” para virar patrimônio institucional. Sim, o mesmo ETH das Degen farms e dos memes do Vitalik.
Ah, e tem gente comprando pra guardar em tesouraria também. A BitMine comprou US$ 2 bilhões em ETH só nos últimos 16 dias. Resultado? Agora é a maior empresa a segurar ETH no mundo. No total, as empresas já controlam 2,33 milhões de ETH, quase 2% de toda a oferta circulante.
Rede pegando fogo: dados não mentem
Não adianta só entrar dinheiro a rede também precisa mostrar serviço. E está. As transações diárias passaram de 932 mil para 1,62 milhão. Ativos únicos? 670 mil endereços ativos no sábado, o maior número em 12 meses.
A coisa tá tão quente que os volumes em DEXs subiram para US$ 22,54 bilhões semanais, maior nível em 21 semanas. E o total travado nos protocolos DeFi do Ethereum voltou ao nível de 2022, somando US$ 86 bilhões.
Quer mais um sinal? O saldo de ETH nas exchanges caiu pra 15,6 milhões. Isso significa menos oferta pronta pra venda — um dos sinais clássicos de escassez que precedem ralis fortes. A última vez que vimos esse nível baixo foi antes do famoso rali de 2017.
Análise técnica: o gráfico grita US$ 5 mil
Se os dados fundamentais são impressionantes, o gráfico técnico está gritando por atenção. O ETH acabou de romper uma “bull flag” no gráfico de 4 horas um dos padrões mais conhecidos como sinal de alta.
Esse rompimento colocou o alvo teórico em US$ 5.000, o que representa uma alta de cerca de 30% em relação ao preço atual. O RSI está nos 61, ou seja, ainda tem espaço pra subir antes de bater em zona de sobrecompra.
É como se todos os sinais estivessem finalmente alinhados: macro, técnico e on-chain.
Será que agora vai? Ou mais uma ilusão de alta?
Historicamente, o ETH já nos iludiu algumas vezes quando se aproximou de resistências fortes. Mas dessa vez, o volume institucional, a redução da oferta e a atividade crescente da rede criam um ambiente onde o rompimento dos US$ 4.000 parece não só possível, mas até provável.
Michael Novogratz, da Galaxy Digital, não tem dúvidas: ele aposta que o ETH vai ultrapassar os US$ 4 mil e ainda vai superar o BTC nos próximos seis meses.
Se isso se confirmar, não estamos falando apenas de uma recuperação. Estamos falando de uma nova fase para o Ethereum, com potencial para levar o preço além dos US$ 5.000 e talvez até escrever um novo capítulo no ciclo cripto.
Mas… e você? Acredita que o ETH finalmente vai quebrar essa resistência teimosa? Ou ainda é cedo pra comemorar?

